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Exposição imparcial dos fatos

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou nesta segunda-feira (29) que o modelo econômico-financeiro da empresa estatal deixou de ser “viável”.
A afirmação foi feita durante entrevista convocada para detalhar o plano de reestruturação elaborado com o objetivo de reverter 12 trimestres seguidos de prejuízo.
Entre as medidas preparadas, haverá a tomada de empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias.
“Em determinado momento, o modelo econômico-financeiro dos correios passou a não ser mais viável”, disse Rondon.
📉Em setembro, a empresa anunciou o resultado do primeiro semestre de 2025 e apresentou um prejuízo de R$ 4,3 bilhões. Em 2024, o prejuízo no mesmo período tinha sido de R$ 1,3 bilhão.
A proposta visa recuperar a empresa em 2026 para que ela possa voltar a ter lucro a partir de 2027. Para isso, os Correios esperam:
Redução em R$ 2 bilhões nos custos com pessoal
Vender R$ 1 bilhão em imóveis não operacionais
Redução de mil pontos de venda deficitários
Reformulação do plano de saúde para reduzir o custo em R$ 500 milhões anuais
Rondon afirmou que “a rota precisa ser ajustada rapidamente” para evitar um possível prejuízo de R$ 23 bilhões para o ano de 2026.
Empréstimo de R$ 12 bilhões
Um dos principais pontos do plano é a tomada de empréstimo de R$ 12 bilhões para quitar dívidas e aliviar o caixa da empresa que vem sofrendo com falta de recursos.
A assinatura do contrato foi publicada no sábado (27), no Diário Oficial da União (DOU), e envolve um consórcio com os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito.
O empréstimo bilionário foi autorizado pelo Tesouro Nacional na semana passada e faz parte do plano de reestruturação dos Correios, após cinco bancos apresentarem proposta de financiamento.
Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito.

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